O que é um texto jornalístico?
Basicamente, textos jornalísticos são todos aqueles veiculados em jornais, sites e revistas, além dos programas de notícias da televisão e do rádio. A característica em comum presente em todos os tipos de textos jornalísticos é o objetivo comum de informar o leitor, telespectador ou ouvinte sobre algum acontecimento ou fato.
Com o crescimento cada vez mais intenso das redes sociais, o texto jornalístico pode ser considerado o tipo de texto mais lido no mundo. Afinal, eles estão por todo lado! Ninguém precisa mais esperar o telejornal começar na hora do almoço ou comprar o jornal de domingo para saber o que está acontecendo na sua cidade, no país e no mundo.
Assim que alguma coisa marcante acontece em qualquer lugar do planeta, a internet já nos fornece imediatamente as informações, além de serem complementadas em tempo real conforme o desenrolar da situação.
Tipos de texto jornalístico
Existem diferentes tipos de texto jornalístico, cada um com características e estilos próprios.
Notícia
As notícias são escritas com uma linguagem formal, direta e impessoal — normalmente, estão na terceira pessoa. Mas o nível de formalidade e de impessoalidade pode ser maior ou menor dependendo da editoria a que pertencem.
Sabe como os jornais, revistas e sites são divididos em seções como “Brasil”, “mundo”, “esportes”, “política“, “cultura” entre outros. Os textos de cada uma delas possuem algumas variações de estilo, mesmo que sejam todos notícias. Assim, uma notícia sobre política, por exemplo, vai ser bem mais formal do que uma sobre entretenimento.
Depois do título, as notícias começam pelo lide, uma breve introdução que conta as principais informações em ordem de importância. O lide também tem o importante papel de atrair a atenção do leitor para que ele leia a notícia inteira. Depois, são mostrados os detalhes, as causas e as consequências do fato.
As notícias e as reportagens são orientadas por cinco perguntas que devem ser respondidas nessa introdução, no lide:
- O quê?
- Como?
- Quando?
- Onde?
- Quem?
- Por quê?
Reportagem
As reportagens são textos jornalísticos mais longos e completos do que as notícias. Aqui, o objetivo é descrever os fatos de forma extensiva. Por isso, elas mostram as consequências dos fatos para as pessoas envolvidas, trazendo visões opostas, mostrando as opiniões de especialistas, entre outras informações para que o leitor compreenda a fundo a questão.
Um dos principais tipos de reportagem é a investigativa, na qual o jornalista mergulha em uma situação ainda não comprovada (política ou social, por exemplo) e a estuda, para conseguir provar sua veracidade ou não. Pode ser um fato conhecido que será explicado de maneira mais completa ou, até mesmo, algo que o próprio jornalista descobriu e vai mostrar ao público pela primeira vez.
Editorial
A seção de editoriais traz as opiniões dos editores, de leitores ou da própria empresa responsável pelo veículo (jornal, telejornal ou revista, por exemplo). Esses textos são opinativos e não precisam ser imparciais, mas costumam ser bastante informativos. Muitas vezes, o autor apresenta argumentos contrários aos dele para complementar o raciocínio.
Dessa forma, o autor consegue provar suas opiniões iniciais, mostrando como uma argumentação oposta a sua pode estar equivocada.
Crônica
A maioria dos veículos jornalísticos não têm espaço para as crônicas, que são de autoria de algum jornalista ou escritor e contam fatos mais pessoais. Nelas, o autor reflete sobre algo que ele presenciou, pensou ou observou. Elas podem ser conectadas a algo que está acontecendo atualmente no mundo, mas isso não é obrigatório.
A maior rejeição desse gênero dentro do jornalismo se deve por conta de ele ser mais pessoal e com menos informações. Ao longo do tempo, a crônica caiu em desuso e hoje mais é considerada literário do que jornalística.
Características do texto jornalístico

As principais características do texto jornalístico são a linguagem clara, a objetividade e a apresentação das informações completas sobre o assunto.
Em maior ou menor detalhe, o leitor precisa terminar o texto com a sensação de que entendeu tudo o que o texto apresentou. Para isso, os textos costumam adotar uma estrutura direta para as frases (sujeito + verbo + predicado), além de serem livres de ambiguidades.
Outra característica dos textos jornalísticos é sua temporalidade, ou seja, eles são relevantes no dia em que são publicados e somente por um curto tempo depois disso. Ao longo do tempo, eles ganham importância histórica ou para pesquisa.
Exemplos de textos jornalísticos
Exemplo de notícia
Navio com mais de 50 pessoas naufraga
em São Tomé e Príncipe, na África
Autoridades estimam que outras 200 pessoas estavam clandestinamente na embarcação. Seis pessoas morreram e 11 estão desaparecidas, de acordo com a assessoria do presidente do país.
Por Juliana Faddul, TV
Globo
Um navio
com mais de 50 pessoas a bordo naufragou nesta quinta-feira (25) depois de sair
da ilha de São Tomé para Príncipe, na África
ocidental.
Assessoria do presidente
José Cassandra afirmou que seis pessoas morreram (três adultos e três crianças)
e 11 estão desaparecidas. Porém, uma rádio local afirmou que o número de mortos
chega a nove.
Autoridades afirmam que 58
passageiros pagaram passagem, mas se estima que mais de duzentos clandestinos
estavam na embarcação. Cinquenta e cinco pessoas foram resgatadas com vida,
ainda segundo o presidente.
Lanchas com as pessoas
resgatadas foram levadas para o Porto da ilha de Príncipe, que ficou cheio de
parentes e amigos à espera de informações sobre desaparecidos.
Uma mulher aguardava
notícias do primo de 29 anos que estava na embarcação. “Ele estava em uma
formação em São Tomé e estava vindo passear”, afirmou.
Além de passageiros, o
navio transportava carga.
Publicado no sitio G1.com em 25/04/2019
08h39
Notícia da queda do muro de Berlin no Jornal Nacional da Rede Globo em 09/11/1989
Exemplo de reportagem
“A privação de liberdade tem como objetivo permitir que o indivíduo que ofendeu a ordem pública possa refletir e ponderar sobre o erro e receber do Estado orientações que possibilitem o seu retorno à sociedade. O conceito é recordado pelo coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Luís Lanfredi, para explicar por que a Lei de Execução Penal assegura aos detentos todos os direitos não atingidos pela prisão.
Fora do papel, a realidade é outra. Os presos terminam por viver em celas superlotadas, sujeitos a péssimas condições de higiene, a torturas e outras violações, o que coopera para frequentes rebeliões. “A situação é de total abandono”, assinala Lanfredi.”
Parágrafos iniciais da reportagem A visão social do preso, publicada pelo Senado Federal em setembro de 2016.
Repórter Record Investigação - O Maior Assalto do Brasil exibido em 17 /12 / 2014
Exemplo de editorial
“O Brasil já precisa lidar com alguns sinais bastante evidentes de subdesenvolvimento no campo da saúde, como os frequentes surtos de doenças transmitidas por mosquitos e que um dia já estiveram sob controle no país. Agora, tem de conviver também com a volta de outras doenças que já tinham sido erradicadas graças aos bem-sucedidos programas de vacinação. O sarampo, por exemplo, já assusta várias regiões brasileiras, com epidemias na Região Norte e casos isolados em outros estados das regiões Sul e Sudeste.”
Início do editorial A nova “Revolta da Vacina”, publicado na Gazeta do Povo em julho de 2018.
Exemplo de crônica
“’Mãe, sabia que, quando a gente cresce, pode voltar a brincar com os brinquedos de criança?’, anunciou minha afilhada Catarina, três anos e oito meses. E seguiu, em sua primeira declaração de Ano-Novo. ‘A gente precisa dos brinquedos pra ir na faculdade. Eu vou ser escrevista.’ Escrevista?, pontuou a mãe, interrogativa. ‘Escrevista, mãe. Aquela pessoa que escreve pra ler.'”
Trecho inicial de A delicadeza dos dias, crônica de Eliane Brum publicada no El Pais em janeiro de 2015.
Principais jornalistas
FATIMA BERNARDES é carioca e ainda muito jovem resolveu
atuar no balé, vindo mais tarde a optar pelo curso de jornalismo, na
Universidade Federal do Rio de Janeiro. Seu primeiro trabalho foi na imprensa
escrita, pelo Jornal “O GLOBO” em 1983 em um caderno regional.
Em 1989 iniciou sua carreira na TV, dividindo a bancada do
“Jornal da Globo”, com Eliakin Araújo, que mais tarde foi substituído por
Bonner. Sua trajetória pela Rede Globo conta ainda com passagens pelo
“Fantástico, Jornal Hoje” e atualmente “Jornal Nacional”. Fátima é tetracampeã
no prêmio melhores do ano, na categoria melhor jornalista.
WILLIAN BONNER, formou-se em comunicação social e estreou na
carreira jornalística em 1983 como redator publicitário, sendo convidado pela
TV Bandeirantes, para trabalhar como locutor e apresentador em 1985. No ano
seguinte estreou na Rede Globo de São Paulo apresentando o “SPTV”, tendo também
passagens pelo “Fantástico, Jornal Hoje e Jornal Nacional”. Também detentor de
um prêmio melhores do ano, Willian já sofreu graves acusações durante sua
carreira como a de comparar seus telespectadores ao hilário porem ignorante
personagem “Homer Simpson”.
CARLOS NASCIMENTO estreou como radialista na “Radio
Cultura”, e logo após veio ser colunistas nos jornais, “o Democrático, Diário
Popular e Diário de São Paulo”. Em 1977 quando estreou na televisão foi
repórter na Rede Globo, atuando no “Bom dia São Paulo, Globo Rural, Globo
Repórter e Jornal Nacional”. A passagem pela TV Cultura deu inicio a sua
carreira como ancora, tendo passagens pela TV Record, Globo onde apresentou
“Jornal Hoje” e eventualmente o “Jornal Nacional e Fantástico”. Bandeirantes
onde em 2004 apresentou o Jornal da Band, e SBT onde acumulou vários folhetins
dentre os quais “SBT Brasil” e “Jornal do SBT noite” o qual comanda até os dias
atuais.
BORIS CASOY, hoje já não tão visto, Boris tem uma longa
carreira como jornalista que se iniciou na Folha de São Paulo em 1974, Na
televisão iniciou na extinta TV Tupi, tendo também passagem pelo SBT, extinta
TV JB, Rede Record, e atualmente TV Bandeirantes. A carreira de Boris é marcada
por algumas controvérsias, já que o jornalista não se inibe em dar sua opinião
sobre a noticia. A derrota do então candidato a prefeitura de São Paulo em
1985, Fernando Henrique Cardoso, para Jânio Quadros, foi atribuída a Boris que
fugiu do script previamente combinado perguntando a FHC, se El acreditava em
Deus, o candidato que se recusou responder, desagradou o povo o que lhe custou
a vitória. Boris foi demitido em 2005 da TV Record, e afirma ate os dias atuais
que tudo não se passou de perseguição política.
SERGIO CHAPELLIN, embora seja um ícone no jornalismo e
merecesse estar em uma categoria criada a parte, o apresentador vem se
destacando a anos no comando do “globo Repórter”. Sergio é natural de Valença,
no interior do Rio de Janeiro, e iniciou sua carreira como radialista na Radio
Nacional. Sergio que já teve passagem pelo SBT consolidou sua carreira na Rede
Globo, no comando do Jornal Nacional e Fantástico, na época áurea do jornalismo
brasileiro.
Internacionais
A veterana correspondente de guerra Christiane
Amanpour, que trabalha para a ABC News e para a CNN. Nascida em Londres e
criada no Irã, Christianese mudou para os EUA para estudar jornalismo. A
filósofa política Hannah Arendt, nascida na Alemanha, que cobriu o
julgamento do político nazista Adolf Eichmann por crimes de guerra, no início
da década de 60, para a revista New Yorker; seus artigos foram
transformados no livro Eichmann em Jerusalém: Um relato sobre a banalidade
do mal.
Os jornalistasBob Woodward e Carl Bernstein, que
eram jovens repórteres do Washington Post no início da década de 70
quando ajudaram a expor o escândalo Watergate, que levou à renúncia do
presidente Richard Nixon.
O
cartunista Herbert Block, conhecido como “Herblock”, que trabalhou por 55
anos no Washington Post, até sua morte, em 2001. Foi ele que cunhou o
termo “Macartismo”, em 1950.
A fotógrafa Margaret Bourke-White, uma das primeiras
mulheres a cobrir guerras. Muitas de suas fotos foram publicadas na capa da
revista Life.


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