domingo, 21 de abril de 2019

Apresentações, Objetivos, Finalidade

Como postagem de apresentação e texto inaugural desse blog é necessário deixar evidente quais as preocupações dos autores, sua formação acadêmica, o ponto do discurso de que falam e com qual finalidade as linhas que se seguem aqui e as postagens futuras tentam alcançar. Essa, no entanto, não é uma tarefa tão simples. Generalizando, essa é uma página que consiste em parte da avaliação bimestral de uma turma de Ciências Econômicas da Universidade Estadual de Goiás, mas isso ainda diz pouco. Como acadêmicos do primeiro período e de um curso de ciências sociais aplicadas, a disciplina de Linguagens, Tecnologias e Produção textual, propõe desafios epistemológicos um tanto complexos. Ora, lidar com a filosofia da linguagem e toda sua tradição acadêmica bem consolidada e com ilustres pensadores desde a Antiguidade Clássica com Platão e Aristóteles, até os filósofos modernos que começaram a pensar sistematicamente sobre a língua, sua função social e sua relevância para o desenvolvimento da civilização, é um trabalho hercúleo, ainda que essencial para a formação de qualquer universitário. 
Saussure, Humboldt, Pierce, Wittgenstein, Bakthin, Volochínov, dentre muitos outros, vieram preparando o terreno para uma compreensão da realidade que, para muito além da dialética, do formalismo, da estética, sinaliza que a vida só é a vida, se pudermos pensá-la com o substrato cultural que uma determinada língua oferece. Parece muito? E quanto a máxima filosófica do nosso camarada Witt "Os limites do meu mundo são os limites da minha linguagem"? Ainda não ficou suficientemente claro? Esclareceremos então, a percepção de cores por uma pessoa por exemplo, é um evento subjetivo e linguístico, ou seja, você só percebe determinada cor se houver uma palavra na sua língua que a designe. Há etnias indígenas brasileiras por exemplo que contém em seu léxico uma única cor para azul e verde, imagine-se percebendo seu mundo, suas paisagens, com uma palavra apenas para descrever as cores de uma floresta e do céu. Na Rússia, ou em russo, para sermos mais específicos o arco-íris tem não sete, mas oito cores. Dizem dos esquimós que em sua língua (Inuit) há mais de cem palavras para gelo, mais de vinte para branco, cerca de cinquenta para neve. Exagero? Talvez, mas num mundo branco e frio, para sobreviver é preciso saber que tipo de neve, de clima, mata ou não, é ideal para caçar ou não. 
Tecidas essas considerações inicais, estaremos aqui em mais postagens, passeando por teorias e filosofias da linguagem que expliquem as relações textuais que precisamos nas nossas interações sociais. A cada nova postagem, você leitor, navegante poderá entender um pouco mais sobre os gêneros que compõem nossa sociedade grafocêntrica, acelerada, moderna e cibercultural, com isso, entender também as esferas de atividade humana de que faz parte. Sejam todos bem-vindos! 

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